Bragança Paulista, 5 de setembro de 2010
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Neurologia: Eficácia e tolerabilidade do topiramato em crianças menores de dois anos com epilepsia: quatro anos de acompanhamento. Obesidade mórbida e infertilidade masculina Entenda os efeitos da menopausa na pele da mulher Promoção da Copa do Mundo 2010 Meu 1º Momento de Vaidade - Junho 2010 Meu 1º Momento de Vaidade - Maio 2010 Beber de mais causa envelhecimento precoce Meu 1º Momento de Vaidade - Cont. Março e Abril 2010 Está na hora da ração Vinho Tinto ajudam as mulheres a controlar o peso Qual o melhor tratamento para manchas senil? A pílula de depois de amanhã Meu 1º Momento de Vaidade - Março 2010 Estilo de Vida e Envelhecimento Pés descalços menos lesões Felicidade pode ser a chave para um coração saudável Os males do álcool Como se bronzear sem tomar sol Obesos têm poucas alternativas à sibutramina Resultado da Promoção Fralda Pampers - Carrinho de Bebê Meu 1º momento de vaidade - Fevereiro 2010 Como eliminar manchas em torno dos olhos? Como cuidar da pele das crianças durante o verão Dicas para evitar dores nas costas Como escolher o seu protetor solar A obesidade mórbida altera níveis de hormônios sexuais Hormônio do apetite reduz riscos de Alzheimer Meu 1º Momento de Vaidade - Janeiro 2010 Obesidade Mata Mais do que se pensa Planta usada para chá pode virar 1º quimioterápico brasileiro OMS começa a distribuir vacinas contra gripe suína esta semana Tratamento com cremes à base de cortisona Amostras grátis deverão seguir regras do medicamento original Vitamima D e osteoporose Meu 1º Momento de Vaidade - Dezembro 2009 Você está bem Hidratado? Sem medo de lutar contra a tristeza Por que a ginástica facial não é uma boa idéia Tamanho é documento Você está no comando? Nefrologia: Eficácia de folato e vitamina B12 em pacientes em hemodiálise para diminuir as concentrações de homocisteína. Dermatologia: Estudo comparativo para avaliar a eficácia e segurança de terbinafina pulso como monoterapia ou em combinação com ciclopirox olamina tópica a 8% ou amorolfina tópica a 5% no tratamento da onicomicose. Ioga, arma contra depressão e ansiedade Exercícios leves para combater a hipertensão Meu 1º Momento de Vaidade - Novembro 2009 Suplementos, perda de peso e seus efeitos Envelhecimento das mãos As vantagens da musculação: força e saúde O Bócio Multinodular afeta milhões de pessoas Criança saudável faz exercício e é magra Alopécia arelata e internet Como tratar o melasma Filtro solar e a saúde da pele Meu 1º Momento de Vaidade - Outubro 2009 Uso e abuso de hormônio de cresimento Quanto você precisa dormir? Pela primeira vez, vacina reduz contágio da Aids em 31% Brasil anuncia produção de vacina contra dengue em cinco anos Por que alguns voltam a engordar depois de recorrer à cirurgia de obesidade e o que fazer para afastar este perigo Como tratar a celulite Obesidade na infância pode antecipar doenças cardíacas Aspirinas podem prevenir câncer de cólon AÇÚCAR é a droga da vez? Benefício da redução do estômago também pode se estender ao bebê Recupere o equilíbrio emocional com o treino da academia Implantes inteligentes devem aliviar doenças neurológicas Genes determinam sexualidade precoce, indica estudo Espinhas aumentam o risco de depressão Portaria 344/98 continuação Portaria 344/98 Como as emoções afetam nossa beleza? As novas abordagens para o alcolismo Correr Envelhece? Bulas terão letras maiores e linguagem mais fácil Brasil está entre países com maior incidência de câncer de pênis Novidade na luta contra os pêlos Cientistas anunciam maior avanço contra Alzheimer dos últimos 15 anos Exercícios podem reduzir a fome dos gordinhos A falta de sono é risco para várias doenças Existe protetor solar em comprimido? Hormônios: Aprenda a dominá-los Magali; A mais nova farmacêutica da Farmacia Central... Gripe A: entenda como a epidemia começou Gripe: Anvisa aumenta controle sobre uso do Tamiflu Meu 1º Momento de Vaidade - Setembro 2009 Meu 1º Momento de Vaidade - Agosto 2009 Meu 1º Momento de Vaidade - Julho 2009 Meu 1º Momento de Vaidade - Junho 2009 Meu 1º Momento de Vaidade - Maio 2009 Meu 1º Momento de Vaidade - Abril 2009 Meu 1º Momento de Vaidade - Março 2009 Meu 1º Momento de Vaidade - Fevereiro 2009 EXPOSIÇÃO FARMÁCIA CENTRAL NO MUSEU DO TELEFONE Meu 1º Momento de Vaidade - Janeiro 2009 Sorteio DVD com Karaokê e diversos Kit´s RDC 58: Controle e fiscalização de substâncias psicotrópicas anorexígenas Palestra no IECJ 12º Congresso Brasileiro Multidisciplinar Multiprofissional em Diabetes Laboratório de Manipulação Palestra: Gestão Empresarial em Farmácias Ganhadora do Prêmio do Dia das Mães 4º SE LIGA NA SAÚDE FEBRACON - Feira da Construção Civil Casa e Decoração da Região Bragantina Voltar a Saúde Total
Perigo.com
Autor : por Kalleo Coura
Fonte: Revista veja on line
8/3/2010
1 Dispara a venda ilegal na internet de remédios para emagrecer,
ganhar músculos e até abortar. Oito em cada dez desses produtos
são falsificados. E alguns deles não passam de farinha

Para os bandidos, é um crime de altíssima rentabilidade. Para as vítimas, uma armadilha com potencial letal. A venda, pela internet, de remédios para emagrecer, aumentar a potência sexual, ganhar músculos ou provocar abortos triplicou no mundo desde 2005. No Brasil, os números sugerem que o problema é ainda maior. Em 2007, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária apreendeu 2 toneladas de medicamentos de uso controlado destinados a ser comercializados na rede. Dois anos depois, esse volume subiu para 28 toneladas. Não é difícil entender o motivo da explosão. Oito em cada dez remédios de uso controlado vendidos pela internet são falsificados. Assim, enquanto 1 quilo de heroína rende ao traficante um lucro de, no máximo, 3 000 dólares, a mesma quantidade de um "remédio" para impotência, por exemplo – quase sempre um composto de pura farinha ou substância menos inócua –, pode render até 75 000 dólares. "Há uma tendência mundial no crime organizado, já identificada pela Interpol, de migrar do tráfico de drogas para o de medicamentos piratas", disse a VEJA a alemã Sabine Kopp, secretária executiva da Força-Tarefa Internacional de Combate à Falsificação de Produtos Médicos da Organização Mundial de Saúde.

No Brasil, toda venda pela internet de medicamento de uso controlado, seja ele verdadeiro, seja pirata, é ilegal. Só as farmácias podem fazê-lo, e mediante a apresentação de receita médica pelo comprador. Para driblar a lei, no entanto, basta um clique. Depois de escolher um entre dezenas de sites de classificados on-line que oferecem de anabolizantes a derivados de anfetamina, a reportagem de VEJA encomendou, por e-mail, dois medicamentos de venda proibida no Brasil, o Acomplia, para combater a obesidade, e o Cytotec, criado para o tratamento de úlcera gástrica, mas frequentemente usado como abortivo. O princípio ativo do Acomplia é o rimonabanto. Proibida desde 2007 nos Estados Unidos, a substância foi banida no ano seguinte, no Brasil e na Europa, depois que cinco usuários do medicamento se suicidaram no Reino Unido no período de três meses. As mortes foram associadas ao uso do remédio – que, por alterar o sistema de recompensa do cérebro, pode levar à depressão profunda. No lugar do Acomplia, o pacote que chegou pelo correio trazia o Redufast, nome de um medicamento com o mesmo princípio ativo, o rimonabanto, fabricado por um laboratório do Paraguai e também retirado do mercado daquele país. Já o Cytotec, cujo princípio ativo é o misoprostol, chegou em uma cartela de Misoprost-200, supostamente um genérico do produto fabricado na Índia. Foi entregue por um motoboy dentro de uma caixa de telefone celular, com um "manual" que explicava como usar o remédio para provocar aborto. O tal manual não mencionava que o uso do misoprostol é especialmente perigoso para mulheres que se submeteram a cesariana ou que já atingiram o quinto mês de gestação. Os dois medicamentos adquiridos por VEJA foram enviados à Anvisa.

Apenas 20% dos remédios de uso controlado vendidos pela internet são verdadeiros. A estimativa é do delegado Adílson Bezerra, assessor-chefe de Segurança Institucional da Anvisa. Em geral, eles são produto de contrabando, roubos de carga ou furtos em hospitais. Os outros 80%, falsificados, quase sempre entram no país pelo Paraguai, tendo passado antes por portos do Chile ou do Peru. Sua fabricação, no entanto, se dá bem mais longe, na China e na Índia. E geralmente em condições deploráveis, como se pode observar pela foto de um "laboratório" chinês que ilustra esta reportagem (veja abaixo). A foto foi obtida pela Pharmaceutical Research and Manufacturers of America, entidade que reúne as grandes indústrias farmacêuticas americanas. "Tanto a Índia quanto a China não respeitam patentes. Por causa disso, é muito mais fácil adquirir lá os princípios ativos necessários para fazer as falsificações", afirma Lori Reilly, vice-presidente para política e pesquisa da entidade. Isso quando há algum traço de princípio ativo nesses produtos.

Um estudo publicado neste mês pelo laboratório Pfizer no International Journal of Clinical Practice mostrou que apenas um em cada dez comprimidos de Viagra apreendidos no Reino Unido sob suspeita de ser pirateados continha o princípio ativo sildenafila numa quantidade igual ou que variasse em até 10% em relação ao anunciado na embalagem. Um em cada quatro não tinha nem vestígio da substância. A análise das pílulas apreendidas revelou ainda a presença de metronidazol, medicamento usado no tratamento da amebíase, paracetamol, analgésico que pode causar insuficiência hepática quando ingerido em grandes quantidades e combinado com álcool, e até tinta de impressora – azul, é claro, a cor do comprimido mundialmente conhecido para tratamento da disfunção erétil. "Quem compra medicamentos de uso controlado pela internet não faz ideia do que está ingerindo", diz o delegado Bezerra. "O único objetivo do falsificador é, obviamente, fazer a pílula parecer com a verdadeira." De acordo com o Center for Medicine in the Public Interest, centro de pesquisas independente de Nova York voltado para questões relacionadas a medicina, a venda ilegal de medicamentos pela internet deve movimentar neste ano 21 bilhões de dólares apenas com os produtos piratas. Os campeões de vendas são os medicamentos usados como estimulantes sexuais. Segundo um relatório da Interpol a que VEJA teve acesso, 21 países, incluindo o Brasil, identificam os remédios contra disfunção erétil como os mais pirateados. Em segundo lugar, estão os medicamentos para tratamento da obesidade, indicados como predominantes em sete países.

A impulsionar o tráfico e a falsificação de medicamentos está o fato de que as penas para o delito são, em geral, bem menores do que as previstas para outros crimes. Nos Estados Unidos, uma pessoa que é flagrada vendendo remédios ilegais pela internet ficará no máximo três anos na cadeia, enquanto quem falsifica dinheiro pode ficar até vinte anos. O Brasil, felizmente, é uma exceção à regra. Aqui, a pena mínima para a venda de medicamentos falsificados prevê cinco anos a mais do que a do tráfico de drogas. A pena máxima, de quinze anos, é a mesma para os dois crimes.

Mesmo assim, a atividade tem crescido em velocidade espantosa. Segundo o delegado Carlos Eduardo Sobral, chefe da Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, o crime organizado ainda não se apropriou dela. Está na mão de indivíduos. "Prendemos desde donos de academia de ginástica até comerciantes que traficavam medicamentos para complementar a renda", diz. A polícia acredita ter tirado de circulação, em janeiro de 2009, o maior vendedor de medicamentos ilegais pela internet do país: Fábio Carvalho Alves, ex-balconista de farmácia e morador de Goiânia (GO), que chegava a faturar 30 000 reais por mês com o negócio. Dono de mais de vinte sites e páginas no Orkut, ele recorria a um método ardiloso para atrair compradores: criava perfis falsos na rede para travar os primeiros contatos com suas vítimas e, em seguida, tentava induzi-las a comprar seus produtos. Num desses falsos perfis, Alves colocou a foto de uma mulher obesa de costas. Sobre a imagem, anunciava: "Sou gorda e me odeio". Durante semanas, ele trocava mensagens com pessoas que se identificavam com o personagem inventado e outras que conhecia em comunidades virtuais relacionadas à obesidade. A todas, relatava o sofrimento causado pela sua falsa condição. Depois de um tempo, mudava o discurso: havia descoberto um remédio ótimo, que podia ser comprado na internet etc. O vendedor recomendado era, claro, ele mesmo. Se usar remédios controlados sem acompanhamento médico é um risco à saúde, comprá-los pela internet duplica essa ameaça. No mínimo.

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