Bragança Paulista, 5 de setembro de 2010
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Dermatologia: Estudo comparativo para avaliar a eficácia e segurança de terbinafina pulso como monoterapia ou em combinação com ciclopirox olamina tópica a 8% ou amorolfina tópica a 5% no tratamento da onicomicose.
Autor : Ver autoria
Fonte: Racine
13/11/2009
1 Fármacos em Estudo: terbinafina.

Autoria: JAISWAL, A. et al. An open randomized comparative study to test the efficacy and safety of oral terbinafine pulse as a monotherapy and in combination with topical cliclopirox olamine 8% or topical amorolfine hydrochloride 5% in the treatment of onychomycosis, Indian J Dermatol Venereol Leprol, v. 73, n. 6, p.393-6, 2007.

Introdução
Onicomicose é uma infecção crônica das unhas predominantemente causada por dermatófitos antropofílicos e, em menor proporção, por leveduras (Candida spp) e fungos não dermatófitos.
O tratamento para onicomicose está longe de ser satisfatório. Entretanto, o advento da terbinafina revolucionou a farmacoterapia para onicomicose devido a sua alta taxa de cura. A maior limitação para seu uso é o alto custo.
Terbinafina é convencionalmente administrada em doses diárias por um período de 6 a 12 semanas. Mesmo que a infecção permaneça na unha após a terapia ser descontinuada, a pulsoterapia consiste numa boa opção, como demonstra alguns trabalhos.
A introdução de novas preparações tópicas apresentando novos métodos de disponibilização dos fármacos, baixo custo e reações adversas reduzidas, tem contribuído para a utilização destes em combinação com agentes antifúngicos orais, reduzindo o tempo de tratamento e a probabilidade de recidivas.
Opções tópicas incluem esmalte contendo ciclopirox olamina a 8%, aplicado uma vez ao dia, à noite, ou amorolfina a 5% em esmalte, aplicado uma vez por semana.

Objetivo
Neste estudo, os autores compararam a eficácia da terbinafina utilizada como monoterapia ou em combinação com formas tópicas compostas por ciclopirox olamina ou amorolfina.

Método
O estudo foi realizado de agosto de 2005 a julho de 2006. Cento e vinte pacientes apresentando características clínicas de onicomicose (descoloração, espessamento, unhas quebradiças, destruição da lâmina ungueal) tiveram material da unha colhido para visualização microscópica em preparado de hidróxido de sódio e cultura em agar-dextrose (DAS). Pacientes com anormalidade das unhas devido a associações com doenças da pele como psoríase, eczemas ou distrofia congênita das unhas, doenças sistêmicas como desnutrição e deficiência de ferro foram excluídos do estudo.
Testes para a função hepática foram realizados na linha de base e nas visitas de acompanhamento, de forma que os pacientes que obtiveram elevação das enzimas hepáticas em mais do que duas vezes os valores normais, também foram excluídos do estudo.
Um total de 96 pacientes satisfez os critérios de seleção. Os indivíduos foram distribuídos aleatoriamente em três grupos: A, B e C. O grupo A (48 pacientes) recebeu terbinafina oral, em forma de pulsoterapia, ou seja, 250mg duas vezes ao dia, por sete dias consecutivos, em cada mês, por quatro meses. O grupo B, composto por 24 pacientes, recebeu terbinafina oral em pulsoterapia acrescido de ciclopirox olamina tópica a 8%, aplicada uma vez ao dia (à noite) nas unhas afetadas. O grupo C, composto por 24 pacientes, recebeu terbinafina oral em forma de pulsoterapia acrescido de amorolfina tópica a 5% aplicado uma vez por semana, à noite, nas unhas afetadas.
Os pacientes foram avaliados no início do tratamento e a cada quatro semanas, por quatro meses, seguidos por avaliações na vigésima quarta e trigésima sexta semana.
Durante as visitas de acompanhamento, os pacientes foram avaliados quanto ao crescimento normal das unhas e a notificação de reações adversas.
A resposta clínica foi avaliada de acordo com os sinais clínicos, e dividida em quatro categorias: grau I, quando a melhora foi acima de 75% das unhas afetadas (muito boa resposta); grau II, quando a melhora foi entre 51 e 75% (boa resposta); grau III, quando a melhora foi entre 26 e 50% (resposta pobre) e grau IV, quando a melhora foi menor do que 25%.
A cura clínica foi definida como resposta grau I. A cura micológica foi definida como exame microscópico negativo e cultura negativa.

Resultados
• Os autores observaram a cura clínica em 71,73%, 82,60% e 73,91% dos pacientes nos grupos A, B e C, respectivamente.
• As taxas de cura micológica contra os dermatófitos foram de 88,9%, 88,9%, e 85,7% nos grupos A, B e C, respectivamente.
• As taxas de cura micológica contra leveduras foram de 66,7%, 100% e 50% nos grupos A, B e C, respectivamente.
• No caso de infecções causadas por não dermatófitos, a taxa de cura foi baixa.

Conclusão
A terbinafina em forma de pulsoterapia é uma alternativa eficaz e segura no tratamento da onicomicose causada por dermatófitos. A combinação da farmacoterapia da terbinafina com ciclopirox olamina ou amorolfina tópicos, demonstrou nenhuma diferença significante adicional, quando comparados com a monoterapia com terbinafina oral.

Leitura Sugerida
ARAÚJO, A.J.G. et al. Onicomicoses por fungos emergentes: análise clínica, diagnóstico laboratorial e revisão, An. Bras. Dermatol, v. 78, n. 4, 2003, disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0365-05962003000400006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Exemplificação de Fórmula
1. Terbinafina – Suspensão oral 25mg/mL
Terbinafina........................................................25mg
Suspensão oral qsp.................................................1 mL
Posologia: 10mL, 2x/dia, 7 dias consecutivos por mês, por quatro meses.

JAISWAL, A. et al. An open randomized comparative study to test the efficacy and safety of oral terbinafine pulse as a monotherapy and in combination with topical cliclopirox olamine 8% or topical amorolfine hydrochloride 5% in the treatment of onychomycosis, Indian J Dermatol Venereol Leprol, v. 73, n. 6, p.393-6, 2007.

A formulação contida neste artigo é apresentada como exemplificação, podendo ser modificada a critério do médico.
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